3/08/2017

A LUTA DAS MULHERES : URSULA VIDAL | SAMMLIZ | CLAUDIA LEÃO | MARLY SILVA










 A LUTA DAS MULHERES NO COTIDIANO E NA HISTÓRIA


d e b a t e  c o m

URSULA VIDAL  | SAMMLIZ  | CLAUDIA LEÃO | MARLY SILVA

                  

O projeto Confronto de Ideias convida para uma “ roda-viva” com a jornalista Ursula Vidal, em memória ao Dia Internacional da Mulher, comemorado há mais de um século no dia 8 de março. O bate-papo sem censura , na linha “Sexo,drogas e rock&roll” abordará temas polêmicos, controversos e delicados sobre a condição feminina numa sociedade machista e  profundamente marcada por  desigualdades sociais . Participarão do debate a artista visual e professora Claudia Leão, a cantora e produtora musical Sammliz , a socióloga, professora e ativista política , Marly Silva.

 

O encontro será no dia 9 de março ( quinta-feira ) às 16:00 horas, no Jardim de Verão do Vadião.

 

 

Ursula Vidal tem longa carreira no campo jornalístico: foi apresentadora da TV Cultura em Belém, locutora de reportagens do programa Fantástico, foi Editora Regional do telejornal do SBT Pará; idealizou, dirigiu e apresentou o programa de entrevistas “Etc & Tal”, um dos maiores sucessos da programação local da TV paraense. Tem atuado como documentarista com dois trabalhos autorais já bem conhecidos: “Marias e Josés de Nazaré” e “Catadores de sonhos “ (o primeiro sobre religiosidade católica e o segundo sobre a luta dos catadores pela sobrevivência no lixão do Aurá, que foi até pouco tempo o segundo maior lixão público do Brasil). Nas últimas eleições municipais Ursula aceitou o desafio que lhe foi colocado pela Rede Sustentabilidade de disputar o cargo de prefeita de Belém. E não é que a “pequena”  saiu-se muito bem? Ela conquistou com seu micro-espaço no horário político-eleitoral, mas uma criativa campanha nas redes sociais, nada menos que 79.968 votos. E ela não quer parar por aí!

Claudia Leão, é artista visual e professora no curso de Artes Visuais da UFPA. Suas pesquisas giram em torno de temáticas e métodos inovadores e experimentais como: vínculos afetivos, ontogênese da imagem, esquecimento, saudade e a paisagem como ambiente de entrelaçamento na Amazônia . Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP , coordena o grupo de pesquisa Lab-AMPE-Laboratório transdisciplinar entre experimentações, corpo, ambiente, amor, arte & política na Amazônia e colabora  com projetos culturais independentes .Claudia ficou conhecida no meio artístico-cultural nos anos 1990, como fotografa integrante do Coletivo  Caixa de Pandora que trouxe para Belém a  fotografia construída, uma marca forte do seu trabalho.

 

Sammliz,  cantora , compositora , produtora musical ,radialista , locutora , atuante em diversos projetos musicais desde os anos 90.Entre esses projetos , o mais conhecido foi a banda Madame Satan ,uma das mais influentes bandas paraenses a ganhar projeção , dentro e fora do Pará , circulando em muitos dos principais festivais nacionais , em programas de veiculação nacional, conquistando alguns prêmios por trabalhos lançados ,como London Burning e Dynamite. Sammliz lançou recentemente seu primeiro disco solo, MAMBA , um lançamento Natura Musical , com produção assinada pela própria artista , Leo Chermont e João Lemos, ,com direção artística de Carlos Eduardo Miranda. O disco constou em diversas listas entre os melhores discos nacionais de 2016 , teve lançamento em Belém , Belo Horizonte e São Paulo, e segue em tour em 2017 , com lançamentos de mais dois clipes no primeiro semestre e um novo single.

 

Marly Silva, socióloga de formação, escreveu recentemente a tese “ Marco da légua: a topografia da (in) indiferença e as metamorfoses urbanísticas em um bairro interclassista em Belém “ o que lhe conferiu o título de doutora em Ciências Sociais pela PUC/ SP. Fez uma rica trajetória  nos movimentos sociais ao longo de mais de duas décadas. . Ainda como estudante universitária na segunda metade da década de 1970, participou da fundação da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos-SPDDH, atuando no seu Comitê de Anistia por vários anos. Participou das lutas estudantis no âmbito de diretórios acadêmicos e na condição de presidente do DCE da UFPA; como representante local da Associação Nacional de Estudantes da Pós-Graduação, liderou nos anos 1980, no NAEA, um movimento pela mudança conceitual do projeto político-pedagógico do curso de mestrado que não mais satisfazia às expectativas do alunado. Liderou o Movimento em Defesa da Vida–MDV, de solidariedade à luta dos ribeirinhos ameaçados de expropriação  da área atingida pela construção da hidrelétrica de Tucuruí e de resistência à construção de grandes barragens . No inicio da década de 1990, já como professora concursada da UFPA, idealizou e realizou o primeiro projeto integrado de pesquisa-ação & extensão universitária no âmbito do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas -IFCH, numa parceria muito bem sucedida entre UFPA, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá e a  WWF . Atualmente dedica-se ao ensino e pesquisa no campo da sociologia da cidade , prepara um curso de Especialização para qualificar profissionais na área, e dirige o Coletivo  Movimento 25Compésno Chão/Caminhadas no Marco da Légua, criado no ano de 2015 com vistas a mobilizar a vizinhança de seu bairro a lutar contra a desigualdade de investimentos públicos em infraestruturas urbanísticas , de mobilidade urbana  e contra a destruição das áreas verdes  . É idealizadora e dirigente do projeto de extensão universitária Confronto de Idéias desde 2007 .


No encerramento do encontro haverá uma surpresa lúdico-artística

  APOIO: Faculdade de Ciências Sociais  & ADUFPA


Nenhum comentário:

Postar um comentário