3/23/2016

Maurice Blanchot: Compromisso Político - Isidro Herrera




Isidro Herrera: Maurice Blanchot 

Conversação com Isidro Herrera sobre Maurice Blanchot. Herrera traça uma analise contundente sobre a REVISTA LIGNES, n°43, 2014, cuja edição abordou (através de um dossiê) alguns aspectos das posições politicas de Maurice Blanchot. 

Vale apenas conferir: 


VÍDEO I




VÍDEO II




VÍDEO III








3/12/2016

Colóquio Jabès & Blanchot : «pensar o limite»


















Colóquio Jabès & Blanchot  : 
«pensar o limite»


Dias 13 e 14 de abril de 2016 - Belém | PA
Museu da UFPA | Av. Gov. José Malcher, 1192 - Nazaré
Inscrições: (91) 32784578 | revista.polichinello@gmail.com



UMA HOMENAGEM | Edmond Jabès por Max Martins

A poesia de Edmond Jabès começou a ser difundida em Belém pelo poeta Max Martins, em 1991, num conjunto de fragmentos (Edmond Jabès: As palavras elegem o poeta), publicados avulsos em “Não Para Consolar” (poesia reunida de Max). Os fragmentos eleitos foram extraídos dos livros “Je bâtis ma demeure: Poèmes” 1943-1957 (Eu edifico minha morada: poemas 1943 - 1957) e “Le Livre des questions” (O Livro das questões). 

Certamente a inclusão de Jabès numa obra de Max é a evidência de uma experiência marcante, um bom encontro, mergulho na superfície exterior da outra escrita, travessia pelos desertos e indizíveis das nuances jabesianas, aliança cujo desdobramento é a partilha da poesia.

É disso que se trata. Movimento subscrito na enseada dos refluxos, diálogo imponderável, estrangeiro face ao pensamento estrangeiro. Max e Jabès, encontro moldado pelos laços de um acolhimento intensivo, regozijo entre mundos, ou melhor, acontecimento no qual a experiência do encontro constitui uma ação-ativa para ampliar as margens da linguagem.

Retornar à poesia de Edmond Jab­­­­­­ès, 25 anos após a tradução de Max, significa um sopro revigorante, sobretudo porque essa volta vem amparada por uma investida significativa: o conjunto de novas traduções de Jabès: “O Livro das Margens” e “O Livro dos Limites”, executadas por Eclair Antônio Almeida Filho, num trabalho primoroso (Lumme Editor), verdadeiro presente para o leitor brasileiro, o que não deixa de ser, segundo pensamos, um modo de homenagem a Max Martins pelo generoso gesto de acolher Jabès.   

PENSAR O LIMITE | Jabès e Blanchot

As linhas em curso nesta empreitada, nas trilhas Edmond Jabès e Maurice Blanchot, desdobram-se em torno de dois horizontes atravessados por um conceito que paradoxalmente esgota e excede: a experiência- limite. Experiência circunscrita no interior da cesura entre literatura e pensamento, nas bordas do ilimitado; passagem sem medida para o fundo de uma jornada segundo a qual o retorno (tal como em Ulisses ou Leopold Bloom) é interminável.

Nessa atmosfera o que vigora não é nem acabamento, nem inacabamento; nem conclusão, nem suspensão. Mas o que excede, experiência que escapa a todo poder e toda medida, em separação infinita, o próprio ‘desastre’ (como diz Blanchot): “aquilo que não se pode acolher, exceto como a iminência que gratifica: a espera do não-poder”.

É a partir desta imagem, do desastre, que se atam as linhas deste colóquio: “Pensar o limite: Jabès e Blanchot”. Aposta cujos traçados incorrem por vias nas quais a literatura é pensada em conexões várias (filosofia, política), numa experiência ao encontro do que excede as fronteiras entre o “limite” e o “desastre”, a partir dos ecos de Blanchot e Jabès, no arco de duas obras decisivas: “O Livro dos Limites” e “A Escrita do Desastre”.

O Colóquio Pensar o limite: Jabès e Blanchot, promovido pela revista Polichinello, se realizará nos dias 13 e 14 de abril, no Museu da Ufpa, com a presença de estudiosos, entusiastas e especialistas nas obras de Edmond Jabès e Maurice Blanchot.

A programação será composta de conferências, apresentação de edições (Jabès e Blanchot | Lumme Editor) e tem como convidados: CONTADOR BORGES (Pós-Doutorado na Université Paris Diderot, Paris 7); NILSON OLIVEIRA (Revista Polichinello); LUCIANO BEDIN DA COSTA (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); ECLAIR ANTÔNIO ALMEIDA  (Universidade de Brasília).

Nilson Oliveira 




I N S C R I Ç Õ E S:
(91) 32784578 |  revista.polichinelo@gmail.com



L A N Ç A M E N T O S:
















EDMOND JABÈS (1912 - 1991), poeta, romancista, ensaísta e escritor de fragmentos, consagrou toda sua obra a escrever rumo ao Livro, ao livro, ao relato. tanto que grande parte de seus livros traz a palavra « Livro » em seu título: temos sete livros das Questões, quatro Livros dos Limites (que inclui um Livro do Diálogo e um Livro da Partilha), três Livros das Semelhanças, outros três Livros das Margens, um Livro da Hospitalidade. Podemos, inclusive, afirmar que todo livro jabesiano está na ausência de livro ou em busca de tornar-se livro e Livro. Seus meios são o deserto, a voz, o silêncio, sábios, estrangeiros, a pena (pluma), o neutro, o ilimitado, numa escritura fragmentária mas não fragmentada.


MAURICE BLANCHOT (1907 -  2003) escritor, ensaísta, romancista e crítico de literatura. Blanchot sempre tentou, com mais ou menos razão, aparecer o menos possível. Suas teorias sobre a relação entre o escritor, a língua, a literatura e a filosofia influenciaram toda uma geração de pensadores pós-modernos e pós-estruturalistas, como Paul de Man, Michel Foucault, Jacques Derrida e Jean-Luc Nancy.