5/03/2016

Museu da Cultura (Puc-SP) : Exposição Yanomami


Museu da cultura (PUC - SP)


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A EXPOSIÇÃO YANOMAMI 
PROSSEGUE ATÉ O DIA 19/05
DE SEGUNDA A SEXTA, 
DAS 14 ÀS19HS. 











FRAGMENTOS DE UMA ANTROPOLOGIA YANOMAMI 1:

“Depois de ter voltado a trabalhar para a Funai, tinha visto os brancos rasgarem o chão da floresta para construir uma estrada. Eu os tinha visto derrubar suas árvores e queimá-las para plantar capim. 

Eu conhecia o rastro de terras e de doenças que deixam atrás de si. Apesar disso, sabia ainda pouca coisa a respeito deles. Foi quando garimpeiros chegaram até nós que realmente entendi de que eram capazes os napë! 

Multidões desses forasteiros bravos surgiram de repente, de todos os lados, e cercaram em pouco tempo todas as nossas casas. Buscavam com frenesi uma coisa maléfica da qual jamais tínhamos ouvido falar e cujo nome repetiam sem parar: oru – ouro. Começaram a revirar a terra como bandos de queixadas. Sujaram os rios com lamas amareladas e os enfumaçaram com a epidemia de xawara de seus maquinários. Então, meu peito voltou a se encher de raiva e de angústia, ao vê-los devastar as nascentes dos rios com voracidades de cães famintos. 

Tudo isso para encontrar ouro, para os outros brancos poderem com ele fazer dentes e enfeites, ou só para esconder em suas casas! (...) 

Se deixarmos os garimpeiros cavarem por toda parte, como porcos-do-mato, os rios da floresta logo vão se transformar em poças lamacentas, cheias de óleo de motor e lixo. (...)

Todas essas coisas sujas e perigosas fazem as águas ficarem doentes e tornam a carne dos peixes mole e podre. (...) Os donos das águas são os espíritos das arraias, dos poraquês, das sucuris, dos jacarés e dos botos. Eles vivem na casa de Tëpërësiki, seu sogro, com o ser do arco-íris, Hokotori. Se os garimpeiros sujarem as nascentes dos rios, todos eles morrerão e as águas desaparecerão com eles. Fugirão de volta para dentro da terra. Aí, como poderemos matar nossa sede? Morreremos todos com os lábios ressecados. (...) 

É por tudo isso que não queremos garimpeiros na floresta em que Omana criou nossos ancestrais. O pensamento desses brancos está obscurecido por seu desejo de ouro. São seres maléficos. Em nossa língua, os chamamos de napë worëri pë, os “espíritos queixada forasteiros”, porque não param de remexer os lamaçais, como porcos-do-mato em busca de minhocas. Por isso também os chamamos de urihi wapo pë, os “comedores de terra”.

Davi Kopenawa, Xamã Yanomami – Livro A queda do céu.








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A EXPOSIÇÃO YANOMAMI 
(Museu da Cultura - PUC-SP) 
RECEBEU A VISITA DE 40 CRIANÇAS
(1º ano fundamental) 
DA ESCOLA EMEFM GUIOMAR CABRAL
(Pirituba-SP).


































4/29/2016

Solidariedade ao professor Evandro Medeiros,







Movimentos sociais, estudantes, técnicos e professores da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) devem fazer um grande ato público em frente ao prédio do Poder Judiciário local no próximo dia 5 de Maio, às 9 horas da manhã, que é quando o professor Evandro Medeiros, da Unifesspa, prestará depoimento por ter sido acusado de uso indevido das próprias razões, durante manifesto ocorrido em 20 de novembro do ano passado, em solidariedade aos atingidos pela tragédia de Mariana (MG).

Em carta apresentada durante assembleia universitária ontem (25) e que será distribuída para assinatura até o dia da audiência, os professores, estudantes e técnicos da Unifesspa lembram que entre os diversos pontos que integram o estatuto pro tempore da instituição, com objetivo de nortear sua atuação, está a defesa dos direitos humanos e a preservação do meio ambiente, sendo este um dos princípios institucionais (Conforme o art. 2º, VIII, Resolução n.º 17 de 29/10/2015-CONSUN).

“Diante disso, todos os sujeitos que integram a universidade têm obrigação – cada um dentro de sua esfera de atuação – de se integrar às dinâmicas sociais locais, contribuindo na resolução de problemas, seja por meio de pesquisas científicas, seja por intervenções, dando concretude ao tripé de qualquer instituição de ensino superior, que é ensino, pesquisa e extensão”, diz trecho do manifesto.
Ainda segundo o documento, foi pautado nessa visão e a partir desse compromisso, que o professor Evandro Medeiros, junto com estudantes, outros servidores da Unifesspa e moradores que vivem nas margens da Estrada de Ferro Carajás (EFC), em Marabá, participaram, em novembro do ano passado, de ato em solidariedade aos moradores de Mariana (MG), que foi arrasada pelo rompimento de barragem de rejeitos da Samarco/Vale naquele mesmo mês, causando prejuízo ambiental e social incalculável.

Durante o ato, realizado ao lado dos trilhos da Ferrovia Carajás, ocorreram atividades que estimularam a criação cultural e o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo, tanto entre os estudantes quanto entre os professores e os próprios moradores que vivem naquela localidade, conforme dispõe o Artigo 3º do estatuto pro tempore da Unifesspa.

Por outro lado, durante todo o tempo em que aconteceu o ato em solidariedade aos moradores de Mariana, não houve ações violentas e tampouco risco à segurança ferroviária. “Ou seja, não há motivo para denunciar o professor Evandro Medeiros ou qualquer outro manifestante por crime algum. Trata-se de uma medida desproporcional tomada pela Vale, que parece mais buscar – via poder judiciário – um mecanismo de intimidação não apenas ao professor, mas a todos que se manifestarem contra os interesses da mineradora”, diz a carta.

“Diante do exposto, os professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) ratificam seu compromisso social, moral e estatutário de envolvimento nos problemas enfrentados pelos moradores desta região, sobretudo os mais pobres, e repudiam a ação judicial movida pela mineradora Vale contra o professor Evandro Medeiros e ainda se solidarizam com este e convidam todos a participar de grande ato público em frente à sede do Poder Judiciário local no próximo dia 5 de maio, a partir das 9 horas da manhã, que é quando o professor Evandro será ouvido pelas autoridades judiciais sobre as acusações imputadas contra ele pela Mineradora Vale”, convoca.

Da mesma forma, também, os professores, técnicos e estudantes da Unifesspa se solidarizam com os cidadãos Tiago Cruz, Iara Reis, João Reis, Waldy Gonçalves Neves e demais manifestantes do Bairro Alzira Mutran, que são alvos de inquéritos da Polícia Civil, por se organizarem para lutar por seus direitos.


4/04/2016

COLÓQUIO JABÈS & BLANCHOT: p r o g r a m a ç ã o


C O N V I D A D O S
CONTADOR BORGES (SP) ECLAIR ANTONIO ALMEIDA (BSB) 
LUCIANO BEDIN DA COSTA (POA) NILSON OLIVEIRA (PA)

Dias 13 e 14 de abril de 2016 - Belém | PA
Museu da UFPA | Av. Gov. José Malcher, 1192 - Nazaré

Informações: (91) 32784578 | revista.polichinello@gmail.com















4/01/2016

Transcrição da Sybila



TRANSCRIÇÃO DA SYBILA
Dia 20 de abril, às 18h
Casa das Artes | Belém
Praça Justo Chermont, nº 236, Nazaré


p r o g r a m a ç ã o 
EXIBIÇÃO: 
Videoarte «Nam Sibylam»
Direção: Izabela Leal, Galvanda Galvão
CONVERSAÇÃO:
Izabela Leal, Galvanda Galvão Dayana Almeida





















A menina Comilona : Galvanda Queiroz Galvão













A MENINA COMILONA|
Galvanda Queiroz Galvão 



e n c o m e n d a s:






DESENHOS E GRAVURAS KARLO RÔMULO QUEIROZ
PREPARAÇÃO KARLO RÔMULO QUEIROZ
REVISÃO BABEL MARIA CASTANHO
PROJETO GRÁFICO TONY FERREIR























































3/23/2016

Maurice Blanchot: Compromisso Político - Isidro Herrera




Isidro Herrera: Maurice Blanchot 

Conversação com Isidro Herrera sobre Maurice Blanchot. Herrera traça uma analise contundente sobre a REVISTA LIGNES, n°43, 2014, cuja edição abordou (através de um dossiê) alguns aspectos das posições politicas de Maurice Blanchot. 

Vale apenas conferir: 


VÍDEO I




VÍDEO II




VÍDEO III








3/12/2016

Colóquio Jabès & Blanchot : «pensar o limite»






















Colóquio Jabès & Blanchot  : 

«pensar o limite»

Dias 13 e 14 de abril de 2016 - Belém | PA
Museu da UFPA | Av. Gov. José Malcher, 1192 - Nazaré


Org. Nilson Oliveira



UMA HOMENAGEM | Edmond Jabès por Max Martins

A poesia de Edmond Jabès começou a ser difundida em Belém pelo poeta Max Martins, em 1991, num conjunto de fragmentos (Edmond Jabès: As palavras elegem o poeta), publicados avulsos em “Não Para Consolar” (poesia reunida de Max). Os fragmentos eleitos foram extraídos dos livros “Je bâtis ma demeure: Poèmes” 1943-1957 (Eu edifico minha morada: poemas 1943 - 1957) e “Le Livre des questions” (O Livro das questões). 

Certamente a inclusão de Jabès numa obra de Max é a evidência de uma experiência marcante, um bom encontro, mergulho na superfície exterior da outra escrita, travessia pelos desertos e indizíveis das nuances jabesianas, aliança cujo desdobramento é a partilha da poesia.

É disso que se trata. Movimento subscrito na enseada dos refluxos, diálogo imponderável, estrangeiro face ao pensamento estrangeiro. Max e Jabès, encontro moldado pelos laços de um acolhimento intensivo, regozijo entre mundos, ou melhor, acontecimento no qual a experiência do encontro constitui uma ação-ativa para ampliar as margens da linguagem.

Retornar à poesia de Edmond Jab­­­­­­ès, 25 anos após a tradução de Max, significa um sopro revigorante, sobretudo porque essa volta vem amparada por uma investida significativa: o conjunto de novas traduções de Jabès: “O Livro das Margens” e “O Livro dos Limites”, executadas por Eclair Antônio Almeida Filho, num trabalho primoroso (Lumme Editor), verdadeiro presente para o leitor brasileiro, o que não deixa de ser, segundo pensamos, um modo de homenagem a Max Martins pelo generoso gesto de acolher Jabès.   

PENSAR O LIMITE | Jabès e Blanchot

As linhas em curso nesta empreitada, nas trilhas Edmond Jabès e Maurice Blanchot, desdobram-se em torno de dois horizontes atravessados por um conceito que paradoxalmente esgota e excede: a experiência- limite. Experiência circunscrita no interior da cesura entre literatura e pensamento, nas bordas do ilimitado; passagem sem medida para o fundo de uma jornada segundo a qual o retorno (tal como em Ulisses ou Leopold Bloom) é interminável.

Nessa atmosfera o que vigora não é nem acabamento, nem inacabamento; nem conclusão, nem suspensão. Mas o que excede, experiência que escapa a todo poder e toda medida, em separação infinita, o próprio ‘desastre’ (como diz Blanchot): “aquilo que não se pode acolher, exceto como a iminência que gratifica: a espera do não-poder”.

É a partir desta imagem, do desastre, que se atam as linhas deste colóquio: “Pensar o limite: Jabès e Blanchot”. Aposta cujos traçados incorrem por vias nas quais a literatura é pensada em conexões várias (filosofia, política), numa experiência ao encontro do que excede as fronteiras entre o “limite” e o “desastre”, a partir dos ecos de Blanchot e Jabès, no arco de duas obras decisivas: “O Livro dos Limites” e “A Escrita do Desastre”.

O Colóquio Pensar o limite: Jabès e Blanchot, promovido pela revista Polichinello, se realizará nos dias 13 e 14 de abril, no Museu da Ufpa, com a presença de estudiosos, entusiastas e especialistas nas obras de Edmond Jabès e Maurice Blanchot.

A programação será composta de conferências, apresentação de edições (Jabès e Blanchot | Lumme Editor) e tem como convidados: CONTADOR BORGES (Pós-Doutorado na Université Paris Diderot, Paris 7); NILSON OLIVEIRA (Revista Polichinello); LUCIANO BEDIN DA COSTA (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); ECLAIR ANTÔNIO ALMEIDA  (Universidade de Brasília).


Inscrições: (91) 32784578 

revista.polichinello@gmail.com








L A N Ç A M E N T O S:

















EDMOND JABÈS (1912 - 1991), poeta, romancista, ensaísta e escritor de fragmentos, consagrou toda sua obra a escrever rumo ao Livro, ao livro, ao relato. tanto que grande parte de seus livros traz a palavra « Livro » em seu título: temos sete livros das Questões, quatro Livros dos Limites (que inclui um Livro do Diálogo e um Livro da Partilha), três Livros das Semelhanças, outros três Livros das Margens, um Livro da Hospitalidade. Podemos, inclusive, afirmar que todo livro jabesiano está na ausência de livro ou em busca de tornar-se livro e Livro. Seus meios são o deserto, a voz, o silêncio, sábios, estrangeiros, a pena (pluma), o neutro, o ilimitado, numa escritura fragmentária mas não fragmentada.


MAURICE BLANCHOT (1907 -  2003) escritor, ensaísta, romancista e crítico de literatura. Blanchot sempre tentou, com mais ou menos razão, aparecer o menos possível. Suas teorias sobre a relação entre o escritor, a língua, a literatura e a filosofia influenciaram toda uma geração de pensadores pós-modernos e pós-estruturalistas, como Paul de Man, Michel Foucault, Jacques Derrida e Jean-Luc Nancy.



1/22/2016

p a t a f i s i c a : : a l f r e d j a r r y


ECLAIR ANTONIO ALMEIDA FILHO [em entrevista ao programa Arte do Artista : Aderbal Freire Filho] FALA SOBRE A PATAFISICA DE ALFRED JARRY.








12/01/2015

Maneiras da Escrita Contemporânea | Mariana Lage



Dia 03 de dezembro, quinta-feiras, às 19h 

MUSEU DA UFPA: Avenida Governador José Malcher,  n° 1192, Nazaré / Belém 







p-r-o-g-r-a-m-a-ç-ã-o 

CONVERSAÇÃO COM MARIANA LAGE


LANÇAMENTOS: 

"Haikais de não amor & outras coisas" (2015) 

"No dorso do leão" (2013) 
























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M A N E I R A S D A E S C R I T A C O N T E M P O R Â N E A
É uma experiência que se dobra no curso das escritas do presente. Acontece a partir de conversações, leituras, recitais, lançamentos, envolvendo escritores, poetas, artistas. É organizado pela Revista Polichinello.

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MARIANA LAGE [ POR ELA MESMA ] :


A escrita é minha identidade profissional.
Transito entre comunicação, arte e filosofia. Pesquiso arte contemporânea e experiência estética e escrevo frequentemente sobre performance.

Pós-doutoranda em Filosofia pela UFPA (Belém-PA). Doutora em Estética e Filosofia da Arte, pela Fafich-UFMG (2011-2015), mestre (2005-2007) e especialista em filosofia (2004) na mesma instituição. Bacharel em jornalismo, pela Puc-Minas (2003).

Autora dos livros "No dorso do leão" (romance, 2013) e "Haikais de não amor & outras coisas" (poesia, 2015).

Fui professora de disciplinas práticas de jornalismo e de filosofia e arte, na Puc-Minas e na Escola de Música da UEMG.

Como crítica de arte e resenhista, escrevi sobre literatura e arte contemporânea para o caderno Magazine, do jornal O Tempo, para a revista Sagarana, para o jornal Letras, e para o blog Converse: Arte Expandida, além de textos para catálogos como os da Manifestação Internacional da Performance (MIP) e Festival Internacional de Dança (FID). Como jornalista, além de arte e literatura, cobri semanas de moda e fui sub-editora do caderno de moda Pandora, do jornal O Tempo

Meus poemas foram publicados no Suplemento Literário de Minas Gerais, na revista 7faces e Brasiliana –Journal of Brazilian Studies (Dinamarca/Inglaterra), entre outros.

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